Saldo das operações de crédito avança 0,5% em agosto e soma R$ 7,4 trilhões
O saldo de crédito sobe 0,5% em agosto e soma R$ 7,4 trilhões, mas o crédito livre às empresas cai 0,6%. Juro médio fica em 32,3% e inadimplência bate recorde.

Resumo executivo
O saldo de crédito sobe 0,5% em agosto e soma R$ 7,4 trilhões, mas o crédito livre às empresas cai 0,6%. Juro médio fica em 32,3% e inadimplência bate recorde.
CNN Brasil · 29/09/2026 · Leia a matéria original
O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 7,4 trilhões em agosto de 2026, alta de 0,5% no mês e de 9,2% em 12 meses, segundo o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, noticiado pela CNN Brasil. Para as empresas, o mês foi de recuo. O estoque de crédito a pessoas jurídicas ficou em R$ 2,7 trilhões, queda de 0,1% no mês, e o crédito livre às empresas somou R$ 1,6 trilhão, recuo de 0,6%, puxado por capital de giro e desconto de duplicatas e outros recebíveis.
A taxa média de juros das novas concessões ficou em 32,3% ao ano, e o spread bancário subiu 0,3 ponto no mês, para 21,2 pontos. A inadimplência das empresas ficou estável em 3,3%, enquanto a total bateu recorde de 5,04%, puxada pelas famílias, com 6%.
Comentário de Alavancar
Capital de giro e desconto de duplicatas são as linhas que financiam o dia a dia de uma empresa de serviços. Quando encolhem com juro médio acima de 30% ao ano, o caixa aperta dos dois lados da mesa.
No seu, antecipar recebíveis tende a custar mais, então vale rever os prazos de pagamento concedidos e o custo real de financiar o cliente. No do cliente, empresa com menos crédito paga mais devagar e corta fornecedor, por isso acompanhe atrasos na carteira antes da renovação. Na negociação, desconto para pagamento antecipado pode valer mais para os dois lados do que parcelar longo. Em fase de crédito caro, a empresa que cresce com o próprio caixa, apoiada em receita recorrente e cobrança disciplinada, depende menos do humor dos bancos.
Fontes e referências
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